... Em sentimentos que envolvem o universo feminino, pois “Não se nasce mulher: torna-se.” (Simone de Beauvoir)
A dualidade de sentimentos que envolvem o Universo Feminino.

São tantos os sentimentos em busca da identidade feminina, cujos contratempos das emoções transbordadas vão do êxtase secreto à cólera explícita...

Esse blog é um espaço aberto acerca de relatos e desabafos relativos as alegrias e tristezas, felicidades e angústias... Sempre objetivando a solidariedade e ajuda ao próximo.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Corpos enamorados...


Nas ruas e avenidas homens floridos e doces atravessavam apressados aos encontros de suas amadas.

Nos bares e restaurantes casais enamorados borbulhantes brindavam o amor.

A cidade amanhecia colorida como um jardim primaveril.

Permaneceu congestionada pelas mensagens poéticas.

E, anoiteceu perfumada com ares sensuais. 

Hoje braços se entrelaçam, pernas se enroscam e lábios se tocam...

Uma alma atormentada...


“Minh’alma agoniza nos labirintos longínquos da mente perturbada nesse pensar desenfreado que me cansa o espírito. O absurdo vem dessa incessante busca do equilíbrio que não me pertence e me atormenta a cada instante no turbilhão de idéias e pensamentos.‘’


O grito é a libertação de tantos silêncios impostos...



Quantas mulheres são vítimas de violência e, nem se dão conta. É o olhar reprovador, o comentário maldoso, a situação de constrangimento, as grosserias, as cobranças sexuais como obrigação e os afazeres do lar, o ciúme infundado como coação da liberdade... 

É no subterrâneo da violência psicológica que incide o assédio moral, aonde mulheres são indefesas e vulneráveis. Sendo, destituídas da dignidade como indivíduos, apagadas em sua auto-estima e sufocada pelas ameaças.

E, preocupadas com a família, se calam, amargurando culpas absurdas impostas pelos seus algozes. Mas, essa violência se estende aos filhos, adoecendo-os psicologicamente. Portanto, o homicídio ou a surra é o último estágio de uma violência contumaz velada, embotada e contínua que paralisa as vitimas. 

Assim, seguem solitárias em seus sentimentos abrindo mão de seus desejos, objetivos e planos individuais, em troca da ilusória condição do esteio familiar.

domingo, 7 de junho de 2015

Então, ele se nutriu de mim
Tirou-me a juventude
Levou-me o afeto
Sugou-me o amor 
Deixando-me vazia


Ira...


"Um é levado a destruir o outro por um ligeiro ganho, ninguém obtém lucro senão com o dano de outrem, odeiam quem é feliz, desprezam o infeliz, não suportam alguém superior, oprimem o inferior, são incitados por desejos diversos, querem que tudo se arrase em troca de um leve prazer ou espólio. Sua vida não é diferente da dos que convivem e lutam com os mesmos parceiros numa escola de gladiadores. É esse um agrupamento de feras, com a diferença de que elas são mansas entre si e se abstém de morder seus semelhantes, já eles são saciados pela mútua laceração. Somente nisto diferem dos animais: no fato de que estes se tornam mansos com quem os alimenta, e a raiva dos homens devora exatamente quem os nutriu." (Séneca, in "Sobre a Ira")



sexta-feira, 22 de maio de 2015

De repente a vida começa a dar errado...

Àquela felicidade começa a se esvair como uma hemorragia
Sem ter meios de estancar, secando os corações
No desespero, brota a ira da revolta levando o amor
Aí, a união se desune pelo afeto derramado
E, então a vida dá errado... 


quinta-feira, 21 de maio de 2015

Alma...


"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que se não sente bem onde está, que tem saudades... sei lá de quê!" Florbela Espanca