... Em sentimentos que envolvem o universo feminino, pois “Não se nasce mulher: torna-se.” (Simone de Beauvoir)
A dualidade de sentimentos que envolvem o Universo Feminino.

São tantos os sentimentos em busca da identidade feminina, cujos contratempos das emoções transbordadas vão do êxtase secreto à cólera explícita...

Esse blog é um espaço aberto acerca de relatos e desabafos relativos as alegrias e tristezas, felicidades e angústias... Sempre objetivando a solidariedade e ajuda ao próximo.

domingo, 10 de agosto de 2014

Não me restou nada... Apenas, o desamparo e as dificuldades.

“Não me provoque, tenho armas escondidas... não me manipule, nasci para ser livre... não me engane, posso não resistir... não grite, tenho o péssimo hábito de revidar... não me magoe, meu coração já tem muitas mágoas.” Clarice Lispector



Enquanto, eu tentava me levantar dos golpes emocionais e das perdas financeiras, cujas dívidas me levavam ao desespero e me tirava o sono. Ele que me tirou tudo, minha juventude, minha posição social, minha carreira profissional, agora goza de todo o conforto que me priva...

Todos os anos que vivi ao seu lado contribuindo economicamente, enfrentado as crises e as dificuldades quando esteve à beira da falência, me privando muitas vezes de conforto, segurando as pontas e economizando, jamais pude desfrutar de tal conforto que ele agora tem.

Fiquei sem casa, sem automóvel, sem reservas... Como se bastasse, até fui despejada. Sendo obrigada a me adaptar a uma nova moradia desconfortável. Todos os dias amargo nas filas dos coletivos, a ida e a volta do trabalho. No mercado sou obrigada a devolver produtos por ultrapassar o apertado orçamento das compras, mesmo consumindo produtos mais baratos e promocionais. De contrapartida, ele tem casa, aonde sempre quis morar, tem outra casa de praia na região mais cara do estado, automóvel para se locomover, frequenta bons restaurantes, se veste com roupas de marca, além das viagens contumazes em esplêndidos hotéis. 

Lembro-me das inúmeras viagens a mim negadas, a não ser de raríssimas vezes que foram para lugares muito barato e, mesmo assim tão desgastantes, sempre com aborrecimentos por sua mesquinharia.

E, não se culpa ou tem o menor remorso, por tudo que me tirou e me causou. Muito pelo contrário, sua atual companheira não se refuta em expor toda a vida confortável que leva ao seu lado. Ela sempre faz questão de que eu tome ciência das vantagens. A última, foi uma viagem perante um dos lugares mais caros do nordeste.  

Agora, não me restou nada... Apenas, a lesão dos anos perdidos ao lado de alguém que planejou toda a minha derrota e, ainda compraz a minha dor.