... Em sentimentos que envolvem o universo feminino, pois “Não se nasce mulher: torna-se.” (Simone de Beauvoir)
A dualidade de sentimentos que envolvem o Universo Feminino.

São tantos os sentimentos em busca da identidade feminina, cujos contratempos das emoções transbordadas vão do êxtase secreto à cólera explícita...

Esse blog é um espaço aberto acerca de relatos e desabafos relativos as alegrias e tristezas, felicidades e angústias... Sempre objetivando a solidariedade e ajuda ao próximo.

domingo, 5 de abril de 2015

Levaram meu Outono... Deixaram meu Abril vazio.

Do meu florido jardim que emanava beleza, perfumando os ares, atraindo borboletas e colibris, restou apenas a visita de mariposas em busca dos cadáveres florais.


Março fechava seu ciclo iniciando uma nova estação, meu pequeno jardim, embora intensamente florido começava a despontar a tristeza, como se solidarizasse com minha solidão. 

A chuva batendo forte na varanda ia lavando brotos e botões impedidos de florescer, juntamente com minhas lembranças de outros outonos. Em que, a estação se mantinha forte sem desfolhar-se.

Gotas grossas batucavam agudamente em meu peito àquele abril. Porém, nem todos os outonos foram tão sofridos como os de agora.

Meus outonos de outrora eram alegres e sempre floresciam com a chegada de abris em brindes esfuziantes. Havia o amor compartilhado, mesmo que às vezes enciumado da quantidade de abraços e beijos distribuídos com o apagar das velas que se somavam à cada ano.

Agora, eu me misturava em prantos com a chuva do meu outono roubado que levaram meus momentos. Restando então, a melancolia latente de alguém de vivia meus sonhos. 

Meu abril não resplandecia mais, as flores do meu jardim murchavam sem vida e eu já não rejuvenescia mais. Apenas, amargava o envelhecimento a cada outono.

Parecia mentira, mas meus outonos desde então são floridos para quem me tirou quase tudo deixando somente o meu abril em frangalhos.