... Em sentimentos que envolvem o universo feminino, pois “Não se nasce mulher: torna-se.” (Simone de Beauvoir)
A dualidade de sentimentos que envolvem o Universo Feminino.

São tantos os sentimentos em busca da identidade feminina, cujos contratempos das emoções transbordadas vão do êxtase secreto à cólera explícita...

Esse blog é um espaço aberto acerca de relatos e desabafos relativos as alegrias e tristezas, felicidades e angústias... Sempre objetivando a solidariedade e ajuda ao próximo.

sábado, 26 de novembro de 2011

O Adeus de Flora... E, a Chegada de Anna !

Flora já fazia parte do meu inconsciente, como diria Freud e Jung...



Sonhei com aquela Mulher Absurda de Camus que não suportou a frustração de perder Ed, quando na verdade nunca o teve. Assim, como Nina, nunca fora capaz de detê-lo e aprisioná-lo em suas teias cartesianas.

Flora era o subterrâneo dos desejos efêmeros de Ed, em sua fragilidade emocional e descontrole diante das adversidades. Embora, diante daquele delírio de personalidade, ela era capaz de revelar um dos segredos mais profundos dele, que procurava a todo custo esconder, a fragilidade e insegurança de ser aceito. Pois, apesar de sua brutalidade e agressividade, existia um Ed frágil, camuflado e descontente. Assim como, da coragem que escamoteava seu temor diante da vida.

Nina lhe manipulava com sua doçura e falso conformismo, totalmente enigmática, aflorava em Ed a dúvida de ser aceito. Haja visto, que nunca a perdoou pela morte de Flora, cujo desencadeamento de um remorso tão profundo e doloroso, foi o suficiente para pressioná-la contra a parede na certeza de que jamais Nina abriria mão de seu mundo em face do homem amado.

Assim, Ed se despede de seu Espelho Lacaniano em Nina, no qual refletia sua volúpia de narcisismo. Mas, que como no suicídio de Flora evapora-se como éter, demonstrando que com a dor da culpa amadurecera num só instante.

Talvez, Ed, nunca tenha se dado conta do fechamento de mais um ciclo de sua vida, mas que fora pontual ao prepará-lo para o amor de uma Mulher tão Absurda quanto Flora, compassiva diante das dores do mundo. A legítima Mulher Revoltada de Camus, em que carregava a doçura de Nina, com o glamour compartilhado sem manipulá-lo e, nem lhe exigindo nada que não fosse o amor.

Essa mulher, detinha Ed com toda sua insegurança, porque seu coração conseguia abrigar todos os seus medos e fragilidade. Uma mulher culta e de vanguarda, ao avesso de ambas amantes que não foram capazes de adentrar nos meandros daquele homem frágil e viril.



Chorei por Flora, afinal todos temos um pouco dela...